Trabalhos 2021/2022

Escola EB 2,3 Delfim Santos (Lisboa)

Atividade:  Eco-Ementas Mediterrânicas | Eco-Cozinheiros (2º escalão ou 3º escalão)

Escalão: 2º escalão: 2º e 3º ciclos do ensino básico

Ementa:

Memória descritiva:
Eco-Ementas Mediterrânicas
Para a realização deste desafio, contamos com a contribuição dos seguintes membros da equipa Food4Sustainability: Catarina Vasconcelos, Cecília Franco, Joana Grácio, João Cotter e Rossano Filippini, através de formações sobre alimentação saudável e equilibrada.
Esta equipa com o “Programa + Saudáveis” comprometeu-se a levar melhores hábitos alimentares a todos da comunidade educativa, desde a produção, até à confeção - do prado ao prato. Através da alimentação saudável.
2. Memória descritiva
2.1. Aspetos da dieta mediterrânica
▪ Cozinha simples, com base em preparados que protegem os nutrientes: pratos de
tacho (sopa, bolonhesa, cores).
▪ Elevado consumo de produtos vegetais em detrimento do consumo de alimentos de origem animal.
▪ Produtos vegetais produzidos localmente, frescos e da época: sazonalidade dos legumes e frutas escolhidos; ervas aromáticas da horta escolar; peixe produzido em Portugal, de forma sustentável.
▪ Consumo de azeite como principal fonte de gordura.
▪ Utilização de ervas aromáticas em detrimento do sal e açúcar (pratos e água aromatizada).
▪ Consumo de pescado: substituição de carne.
▪ Água como principal bebida: água aromatizada.
2.2. Aspetos sociais, ambientais e económicos
Sustentabilidade na produção de pescado
Atualmente, muitas espécies tradicionalmente capturadas encontram-se ameaçadas devido à sobrepesca.
A aquacultura ganha relevância como método de produção. Permite produzir em grandes quantidades, mas, em alguns casos, precisa de outros peixes para a ração necessária para a produção.
Algumas soluções para este problema incluem a exploração de espécies não carnívoras, o uso de farinhas de peixe que resulta de subprodutos da pesca (economia circular) e/ou a utilização de ingredientes alternativos (insectos, algas, etc.).
A aquacultura pode ter ainda outros impactos ambientais, como o consumo excessivo de água e a degradação da sua qualidade para o meio natural.
Já existem tecnologias que minimizam ou eliminam este tipo de impacto. Um destes exemplos é a aquaponia, método de produção em circuito fechado que se serve das plantas (que se podem consumir) para reciclar a água ao absorver os nutrientes produzidos pelos peixes. Desta forma, reduz-se drasticamente o consumo de água e não se libertam poluentes para o meio natural.
De forma similar à aquaponia, também se podem usar algas em vez de plantas para filtrar a água. É o caso do método de produção em aquacultura multitrófica integrada, que produz peixe e algas em circuito fechado.
Em ambos os casos, o facto de ser em ambiente controlado permite ter a água com ótima qualidade e faz com que o peixe não esteja sujeito a metais pesados, a parasitas, ao surgimento de microalgas tóxicas e a outros poluentes atualmente presentes nos nossos oceanos.
O peixe escolhido para a ementa é a corvina, produzida neste ambiente controlado e fechado, em Peniche.
Reinvenção de prato muito apreciado por crianças e jovens
O prato proposto (bolonhesa) é bem conhecido e muito apreciado por crianças e jovens. A variante proposta, que usa corvina em vez de carne vermelha, produzida de forma sustentável em Portugal, tem uma pegada ambiental muito mais reduzida que a versão original.
Esta receita é também muito fácil de executar quer em cantina escolar, quer em casa, pelos alunos e famílias.
Ingredientes acessíveis
Os ingredientes escolhidos são de fácil acesso e, considerando a totalidade da ementa e a qualidade percebida pelos alunos, economicamente interessante.

Registo fotográfico:

Informação extra:
O cálculo do valor económico do prato em euros (para 2 pessoas e individual) e os cálculo de alguns indicadores sobre valor nutricional da ementa (ex: quantidade em gramas de hidratos de carbono, proteína e lípidos/gordura) encontram-se no ficheiro anexo da informação extra.

Informação extra (anexos):